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Correio da Manhã

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Quem chega a Portugal e fica de quarentena tem "acompanhamento similar" aos infetados com Covid-19

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, explica o que acontece a pessoas que chegaram às fronteiras portuguesas.
Lusa 9 de Abril de 2021 às 15:29
Viagem, avião , aeroporto
Viagem, avião , aeroporto FOTO: Getty Images
As mais de 9.000 pessoas que chegaram às fronteiras portuguesas desde 01 de abril e que ficaram de quarentena, devido à pandemia de covid-19, estão a ter um "acompanhamento similar" ao dos casos ativos de infeção em Portugal.

Essas pessoas têm um "acompanhamento similar" àquele que têm os "cerca de 25 mil casos ativos" do novo coronavírus SARS-CoV-2 que existem atualmente em Portugal, afirmou hoje o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

O governante, que falava após a inauguração do Posto Territorial de Serpa da GNR, no distrito de Beja, disse que "a obrigatoriedade de quarentena" aplica-se aos cidadãos que chegam de países com "um nível de incidência superior a 500 casos por 100 mil habitantes".

"São essas as recomendações durante a presidência portuguesa" do Conselho da União Europeia e que "foram adotadas a nível europeu", sendo que os países que as aplicam "vão variando em função da incidência", referiu.

Segundo o ministro, qualquer cidadão que chegue a Portugal proveniente de países com um nível de incidência superior a 500 casos por 100 mil habitantes, "é notificado e preenche um formulário" para que seja identificada "a sua residência".

Essa informação, que pode ser "casa própria, de familiar, de amigo ou um hotel", é depois "transmitida à Autoridade Local de Saúde e à força de segurança competente, GNR ou PSP, consoante o local", que farão o respetivo acompanhamento, adiantou.

Num comunicado divulgado, na quinta-feira, após a reunião da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, o Ministério da Administração Interna (MAI) faz um balanço do controlo feito nas fronteiras aéreas e terrestres portuguesas para conter a pandemia de covid-19.

Desde 01 de abril que as pessoas provenientes do Reino Unido, Brasil, África do Sul ou países com 500 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, como França ou Itália, e que cheguem às fronteiras portuguesas são obrigadas a cumprir um período de isolamento profilático de 14 dias.

Segundo o MAI, nos aeroportos e fronteiras terrestres com Espanha chegaram, a partir de 01 de abril, 9.106 pessoas provenientes de Brasil, Reino Unido, África do Sul e de países com 500 ou mais casos por 100 mil habitantes, e que preencheram o formulário disponível em travel.sef.pt para declaração do endereço para isolamento profilático.

Na lista destes países constam a Bulgária, República Checa, Chipre, Eslovénia, Estónia, França, Hungria, Itália, Malta, Polónia e Suécia.

Esta medida já era obrigatória para os passageiros que chegassem a Portugal pelas fronteiras áreas provenientes do Reino Unido, Brasil e África do Sul.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.903.907 mortos no mundo, resultantes de mais de 133,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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