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Correio da Manhã

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Radares de velocidade em Lisboa não devem ser "punitivos", diz Carlos Moedas

Presidente da Câmara de Lisboa sublinhou a importância de se protegerem os peões.
Lusa 26 de Maio de 2022 às 14:28
Carlos Moedas
Carlos Moedas FOTO: Mariline Alves
O presidente da Câmara de Lisboa sublinhou esta quinta-feira a importância de se olhar para os radares na cidade de uma forma diferente, não como uma punição, lembrando que as pessoas têm a escolha de os respeitar ou não.

"É importante olharmos para os radares de maneira diferente, não devem ser punitivos. As pessoas devem saber que os radares ali estão, portanto, eles vão ser anunciados. As pessoas sabem as zonas onde vão estar os radares e nessas zonas sabem que têm de ir a uma velocidade que proteja as pessoas e, portanto, uma velocidade mais baixa. As pessoas têm a escolha de respeitar ou não", disse Carlos Moedas.

O presidente da autarquia falava à margem do lançamento da primeira pedra para a construção de 50 casas no Bairro da Boavista, integradas na operação de realojamento em curso na zona de alvenarias e que representa um investimento superior a 6,5 milhões de euros.

"Em vez de termos uma perspetiva punitiva, que é pôr um radar escondido, em que as pessoas apanham multa sem saber, é dizer às pessoas, 'aqui está um radar, tem de ir mais devagar', as pessoas têm uma escolha: vão mais devagar ou não", enfatizou o responsável.

Sublinhando a importância de se protegerem os peões, Carlos Moedas insistiu que as pessoas vão ser avisadas de antemão onde os radares vão estar, sabendo que naquelas zonas "há que respeitar os limites de velocidade".

Como já anunciou a Câmara de Lisboa, a partir de 01 de junho serão ativados os 21 radares recentemente substituídos por novos equipamentos com tecnologia mais avançada. A entrada em funcionamento dos outros 20 radar em novas localizações ocorrerá a partir dessa mesma data, mas "de forma gradual".

Assumida pelo anterior executivo camarário, sob a presidência de Fernando Medina (PS), a implementação dos novos radares como medida de segurança rodoviária representou um investimento total de total de 2,142 milhões de euros.

A instalação dos novos equipamentos de controlo de velocidade estava prevista ficar concluída até ao final de 2021.

A Câmara de Lisboa também já revelou que, além da sinalização de trânsito que decorre do Regulamento de Sinalização de Trânsito (sinal H43), foram instalados "painéis informativos" em todas as localizações dos novos radares, "de forma a sensibilizar os cidadãos para a necessidade de serem praticadas velocidades mais reduzidas, promovendo uma Lisboa + Segura".

Os 21 radares que substituem equipamentos antigos encontram-se localizados na Avenida da Índia, Avenida de Brasília, Avenida Infante D. Henrique (dois sentidos), Avenida de Ceuta (dois sentidos), Avenida General Correia Barreto (dois sentidos), Avenida Marechal António Spínola (dois sentidos), Avenida Marechal Gomes da Costa, Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida Eusébio da Silva Ferreira, Avenida da República, Campo Grande, Avenida Cidade do Porto, Avenida João XXI, Avenida Afonso Costa, Túnel Marquês de Pombal, Avenida Marechal Craveiro Lopes e Avenida das Descobertas.

As localizações dos novos 20 radares são: Avenida Santos e Castro (dois sentidos), Avenida Lusíada (dois sentidos), Avenida Eusébio da Silva Ferreira, Avenida Padre Cruz (dois sentidos), Avenida Marechal Gomes da Costa, Avenida de Brasília, Avenida Infante D. Henrique (dois sentidos), Avenida Dr. Alfredo Bensaúde (dois sentidos), Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida de Ceuta, Avenida Calouste Gulbenkian, Avenida Marechal Craveiro Lopes (dois sentidos) e Avenida dos Combatentes (dois sentidos).

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