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Correio da Manhã

Sociedade
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"Se fosse esmagado pela responsabilidade, já estava esmagado há muito", diz Gouveia e Melo

Coordenador da Task force defendeu que tudo foi feito para dispor do máximo de vacinas possível no mais curto espaço de tempo.
Lusa 30 de Julho de 2021 às 18:33
Coordenador da 'task force', o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo
Coordenador da 'task force', o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo FOTO: José Sena Goulão/LUSA
A opção do Governo de depositar sobre a taxa de vacinação a definição das medidas de combate à covid-19 veio acentuar o peso sobre o trabalho da 'task force', mas o vice-almirante Gouveia e Melo garantiu hoje estar tranquilo.

"Se eu fosse esmagado pelo sentimento de responsabilidade, já estava esmagado há muito tempo", atirou o coordenador da 'task force' aos jornalistas, reforçando que a evolução em relação à anterior gestão da pandemia pela matriz de risco "traz a responsabilidade natural do processo" e que a sua equipa permanece concentrada no trabalho.

Em declarações à margem de uma iniciativa de sensibilização para a vacinação com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), no Parque das Nações, em Lisboa, Gouveia e Melo expressou ainda a sua satisfação pela forma como está a decorrer o processo de vacinação em Portugal.

"Todos os dias, quando acordo, pergunto-me a mim mesmo se estou a fazer o melhor e o que é que eu posso fazer para melhorar o que fiz ontem. E mais não consigo fazer. Todos os dias a minha equipa faz o mesmo, estamos totalmente empenhados neste processo e estou convencido pelos resultados que temos conseguido fazer alguma coisa de positivo. Vamos continuar assim até ao último dia", acrescentou.

Nesse sentido, o líder da logística de administração das vacinas reclamou a ideia de "um processo com muito sucesso" face aos indicadores internacionais e defendeu que tudo foi feito para dispor do máximo de vacinas possível no mais curto espaço de tempo.

"Muitas vezes tivemos de recorrer a parceiros estrangeiros para pedir vacinas em antecipação porque naquele momento precisávamos de usar essas vacinas, mesmo que elas depois sobrassem. Entre antecipar a vacinação e ficar com mais reservas, preferimos antecipar a vacinação para não esperar e não permitir que mais portugueses pudessem sofrer ou morrer porque não antecipámos essas vacinas. O que fizemos foi, sem olhar a custos, o máximo que podíamos para acelerar o processo de vacinação", enfatizou.

Reconhecendo que o país não tem neste momento "reserva estratégica" para acelerar mais o processo, Gouveia e Melo enalteceu os "esforços" conjuntos com o Ministério da Saúde e o Infarmed para encontrar mais vacinas disponíveis junto dos parceiros europeus além daquelas que já estavam negociadas.

Depois de ter afirmado no início do mandato à frente da 'task force' que estaria disponível para ficar para o fim da vacinação, o vice-almirante confirmou que já foi vacinado, justificando a situação com a pressão da equipa e para não arriscar passar uma mensagem negativa e esclarecendo que foi inoculado com as duas doses da vacina da Pfizer.

"Fui vacinado depois de passar a minha idade. Enquanto militar, tinha acesso à vacina logo no início e recusei. Depois, entrou a minha faixa etária e eu recusei a minha faixa etária. Já tinham aberto duas faixas etárias abaixo quando fui vacinado e fui vacinado por uma pressão muito grande do 'staff' e das pessoas à minha volta, que diziam 'o senhor, com esta política de não querer ser vacinado, ainda acaba por dar um exemplo negativo'. E eu acabei por ceder".

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