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Sociedade

Se tem historial de transudação capilar não deve tomar a vacina covid da Astrazeneca, alerta Infarmed

CLS "é uma doença muito rara, mas grave, sendo caracterizada por extravasão de fluidos de pequenos vasos sanguíneos (capilares) para os tecidos circundantes".
Correio da Manhã 12 de Junho de 2021 às 12:25
Vacina da Astrazeneca
Vacina da Astrazeneca
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), concluiu, através de uma análise, que pessoas que já tiveram síndrome de transudação capilar (CLS, em inglês) não devem ser vacinadas com a Astrazeneca.

O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da EMA conduziu uma análise aprofundada de seis casos de CLS em pessoas que receberam Vaxzevria (Astrazeneca). A maioria dos casos ocorreu em mulheres e até quatro dias após a vacinação. Três dos casos tinham histórico de CLS, sendo que um teve desfecho fatal. Até 27 de maio de 2021, foram administradas mais de 78 milhões de doses de Vaxzevria na UE/EEE e no Reino Unido (RU).

A CLS "é uma doença muito rara, mas grave, sendo caracterizada por extravasão de fluidos de pequenos vasos sanguíneos (capilares) para os tecidos circundantes, resultando em edema, principalmente nos braços e pernas, queda da pressão arterial, espessamento sanguíneo e diminuição dos níveis de albumina", pode ler-se no comunicado do Infarmed. 

O Infarmed alerta ainda que "as pessoas que foram vacinadas com a Astrazeneca devem procurar assistência médica imediata se experienciarem edema súbito dos braços e pernas ou aumento repentino de peso nos dias seguintes à vacinação", acrescentando que "estes sintomas estão com frequência associados à sensação de desmaio (diminuição da pressão arterial)".


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