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Correio da Manhã

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Sindicato acusa Pingo Doce de Monção de forçar trabalhadores a mudar de horário

Trabalhadores queixam-se que empresa está a "aproveitar-se do facto de haver falta de pessoal para pressionar os trabalhadores".
Lusa 23 de Julho de 2021 às 21:56
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Carrinho de compras FOTO: Getty Images
Oito trabalhadores do Pingo Doce de Monção estão a ser pressionados a trabalhar entre as 22:00 e as 07:00 nos meses de julho e agosto e viram as suas folgas alteradas unilateralmente, acusou esta sexta-feira o sindicato.

Em comunicado enviado à Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) revelou ainda tratar-se de "trabalhadores com responsabilidades familiares (filhos pequenos e pais a cargo)".

Segundo Rosa Silva, daquele sindicato, a empresa está a "aproveitar-se do facto de haver falta de pessoal nestes dois meses para pressionar os trabalhadores, que normalmente fazem o horário das 04:00 às 13:00, a alterarem o horário da reposição".

"O problema é que não foram ouvidos nem achados, quando o Contrato Coletivo de Trabalho obriga a que seja obtido um acordo. Além disso mudaram-lhes as folgas, violando mais uma vez o CCT", denunciou a sindicalista.

Rosa Silva deu conta ainda de uma reunião na quinta-feira com a diretora dos recursos humanos do Pingo Doce de Monção, Sandra Amorim, para tentar resolver o diferendo, tendo recebido como resposta aos apelos: "se não querem, metam baixa".

Lê-se ainda no comunicado que o Pingo Doce alega que os "trabalhadores são imprescindíveis nesse horário", contrapondo o sindicato que estes "estão disponíveis para trabalhar nos horários em que sempre trabalharam, e que sempre lhes possibilitou cumprir com as suas responsabilidades familiares".

Prossegue a sindicalista que as ameaças dos responsáveis da loja do distrito de Viana do Castelo chegam ao ponto de "que se não aceitarem e cumprirem os horários impostos serão posteriormente transferidos para a loja que irá abrir em Valença", que dista cerca de 24 quilómetros de Monção.

O CESP revela ter solicitado a "intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho".

A Lusa tentou uma reação do Pingo Doce, mas tal não foi possível até ao momento.

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