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Sindicato dos CTT avança com greve parcial na Marinha Grande por falta de trabalhadores

"É a única forma que os trabalhadores têm de chamar a atenção da população", afirmou Dina Serrenho.
Lusa 22 de Outubro de 2021 às 17:59
CTT
CTT FOTO: Vitor Chi
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT) disse esta sexta-feira à Lusa que irá avançar com uma greve parcial, a partir do dia 26 de outubro, por falta de trabalhadores nos CTT da Marinha Grande.

A dirigente nacional do SNTCT, Dina Serrenho, sustentou que esta é a "única forma que os trabalhadores têm de chamar a atenção da população" para a "falta de qualidade" que o serviço começa a ter "por falta de pessoal".

"Os trabalhadores irão entrar em greve a partir do dia 26 de outubro e até 12 de novembro, durante duas horas diárias, se a empresa CTT não reconhecer a necessidade urgente e a integração de mais cinco carteiros", avisou a dirigente.

Dina Serrenho revelou que a distribuição de correio "encontra-se neste momento com um grande atraso na entrega em todo o concelho" e os carteiros "querem prestar um serviço de qualidade, o que não estão a conseguir".

"Não têm horas de almoço, trabalham para lá do seu horário e estão exaustos. A nossa preocupação são as cartas dos hospitais ou de pagamentos. Às vezes, há um trabalho quase de ver carta a carta para atender às prioridades, porque nos preocupamos com as pessoas. Apelamos a que reclamem junto das juntas de freguesia e da câmara", constatou ainda Dina Serrenho.

A dirigente acrescentou que "há jornais que chegam com uma semana de atraso, pelo que no dia em que sai uma nova edição as pessoas recebem a da semana anterior".

Segundo explicou, a empresa CTT é "uma das melhores do mundo", mas tem de "cumprir com o que está regulamentado no seu acordo com o Estado".

"Para isso, é preciso colocar gente e não é resolver o problema com trabalho precário", disse a sindicalista, ao referir que "contratarem pessoas em regime temporário só põe em risco os postos de trabalho de quem está no quadro e não dá futuro a ninguém".

Além disso, "essas pessoas hoje entregam correio e amanhã podem ser pintores". Portanto "a distribuição nem sempre é bem feita e a culpa é sempre do carteiro".

Recordando que o quadro de pessoal está "envelhecido", com a maioria dos trabalhadores "com mais de 40 anos e 20 anos de serviço", Dina Serrenho alertou para a importância de rejuvenescer os quadros, mas, sublinhou, "com contratações efetivas".

"Queremos continuar a garantir os padrões de qualidade, vestimos a camisola e consideramos que a empresa tem futuro. Por isso, esta greve é uma forma de mostrar a nossa preocupação com a falta de qualidade do serviço, porque queremos trabalhar bem", rematou.

No dia 26 de outubro está prevista uma concentração das entre as 08:00 e as 09:00 em frente ao edifício dos CTT da Marinha Grande com distribuição.

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