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Correio da Manhã

Sociedade
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Task-force descarta hipótese de administrar segunda dose da vacina Covid-19 nos locais de férias

Almirante Gouveia e Melo esclarece que alteração tornaria processo “impossível de controlar”.
Bernardo Esteves 24 de Julho de 2021 às 01:30
Férias dos portugueses poderão atrasar toma das vacinas contra a Covid-19: hipótese de receber a imunidade nos locais de férias foi ontem posta de parte
Vacinas Covid-19
Férias dos portugueses poderão atrasar toma das vacinas contra a Covid-19: hipótese de receber a imunidade nos locais de férias foi ontem posta de parte
Vacinas Covid-19
Férias dos portugueses poderão atrasar toma das vacinas contra a Covid-19: hipótese de receber a imunidade nos locais de férias foi ontem posta de parte
Vacinas Covid-19
Os portugueses têm de tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 no mesmo local onde receberam a primeira, esclareceu esta sexta-feira o coordenador da ‘task force’. “Não podemos vacinar pessoas que estão de férias deslocadas, porque isso tornaria o processo impossível de controlar”, afirmou Gouveia e Melo no Parlamento, sublinhando que “é impossível desmontar 300 centros de vacinação e concentrar uma percentagem grande no Algarve”.

O responsável diz acreditar que “os portugueses conseguem flexibilizar os agendamentos para garantir que conseguem receber as duas doses no local de residência, evitando problemas". 



Mas as férias dos portugueses podem mesmo atrasar a meta estabelecida pelo vice-almirante, que espera ter no final de setembro a vacinação completa de “mais de 90% da população”. A maior ameaça ao cumprimento deste objetivo são os cortes no fornecimento de vacinas. Segundo Gouveia e Melo, a Janssen só vai enviar 200 mil vacinas em agosto, em vez das 600 mil acordadas. Isto depois de em julho ter entregue apenas 260 mil das 800 mil negociadas. Já “a Moderna e a Pfizer têm cumprido com o que prometem", garantiu o responsável, que se mostrou confiante de que as farmacêuticas vão ter capacidade para “produzir mais vacinas" à medida que o tempo passa. "É natural que no quarto trimestre estejam disponíveis vacinas em quantidade suficiente para as terceiras doses" se vierem a ser necessárias, sustentou.

A ministra da saúde espanhola, Carolina Darias, deu esta sexta-feira como certa a toma de uma 3º dose, mas a sua assessoria corrigiu pouco depois a informação, frisando que é apenas uma possibilidade. Já a Agência Europeia do Medicamento ainda não tomou decisão sobre o assunto.

pormenores
Moderna aprovada
A Agência Europeia de Medicamentos aprovou a vacina da Moderna para jovens dos 12 aos 17 anos. É a segunda aprovada para esta faixa, depois da da Pfizer.

Doses da AstraZeneca
Cerca de 550 mil portugueses foram abrangidos pela redução de 12 para 8 semanas do período entre doses da vacina da AstraZeneca, revelou o coordenador do plano de vacinação.

Intervalo ideal da Pfizer
Oito semanas é o intervalo ideal entre as duas doses da vacina da Pfizer para combater a variante Delta, concluiu um estudo. Em Portugal, aplica-se um intervalo de quatro semanas.

País acautela 3ª dose com compra de 24 milhões de vacinas
Portugal garantiu a compra de mais 24 milhões de vacinas para "acautelar uma possível 3ª dose, bem como o desenvolvimento de vacinas adaptadas a novas variantes", revelou esta sexta-feira o Infarmed. Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento, para 2022 há "dois contratos estipulados, cujo volume de vacinas ultrapassa os 14 milhões, com os laboratórios Biontech/Pfizer e Moderna". Já para 2023 há "um contrato com a BioNtech/Pfizer de mais de 10 milhões de vacinas". O Infarmed diz que é cedo para saber se haverá 3ª dose, mas que a DGS está a avaliar essa hipótese em populações vulneráveis.
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