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Correio da Manhã

Sociedade

Trânsito automóvel proibido nas praias da Arrábida

Donos dos restaurantes dizem que decisão vai afastar os clientes e prejudicar o regresso ao negócio.
Sofia Garcia 22 de Maio de 2020 às 08:34
Os empresários contestam a decisão, pois desta forma a retoma é difícil
Os empresários contestam a decisão, pois desta forma a retoma é difícil FOTO: Rui Minderico
A decisão da Câmara Municipal de Setúbal de permitir o trânsito automóvel no acesso a todas as praias da Arrábida para ajudar a reabertura dos restaurantes da serra foi sol de pouca dura. No início da semana, a autarquia anunciou a reabertura do trânsito automóvel entre a praia da Figueirinha e a praia do Creiro mas esta quinta-feira de manhã os funcionários municipais voltaram a fechar a estrada com baias para impedir a passagem de veículos.

Quem, a partir de agora, quiser desfrutar de uma refeição no restaurante da praia de Galapos, por exemplo, terá de deixar o carro na Figueirinha e andar cerca de três quilómetros a pé. O proprietário daquela concessão garante que irá perder clientes. "Ninguém vai andar a pé para ir almoçar. Já tenho mais empregados e stock comprado. A autarquia tem de pensar que aqui existem negócios que já estiveram dois meses a ser prejudicados com a pandemia", explicou Paulo Ribeiro, proprietário do restaurante OndaGalapos. 


Orlando Soares é proprietário de um restaurante no Portinho da Arrábida. Com a proibição do trânsito entre a Figueirinha e o Creiro, ele e os clientes terão de dar a volta à serra. Há alternativa, no seu caso, mas ainda assim não está satisfeito e garante não ter sido avisado pela autarquia. "Cheguei aqui e vi as baias e ninguém me deixou passar. Vou perder clientes, temos uma corda ao pescoço. Quando vierem os impostos, também vou colocar uma baia para os impedir", disse ao CM.

Contactada pelo CM, a autarquia justificou o recuo na abertura da estrada com o fluxo de pessoas que no passado fim de semana acorreu às praias da Arrábida, em tempos de pandemia. "O troço entre a Figueirinha e o Creio manter-se-á encerrado por razões de segurança que resultam da excessiva procura daquela zona, que gera situações de graves constrangimentos de circulação do trânsito, em particular de viaturas de socorro".

Polícia encerra esplanadas
Três dias depois de reabrirem portas, os concessionários da praia da Fonte da Telha, em Almada, foram obrigados a encerrar as esplanadas. De acordo com os empresários da zona, na manhã de quarta-feira, agentes da Polícia Marítima abordaram as várias concessões exigindo a retirada imediata das mesas e cadeiras colocadas no exterior.
O CM contactou a autarquia mas não obteve resposta.

Marinha sensibiliza pescadores
A Marinha está a treinar os pescadores em boas práticas higienossanitárias e medidas preventivas para reduzir a transmissão do novo coronavírus, tendo a primeira sessão sido para 40 mestres e contramestres de Peniche.
Militares do Grupo de Controlo de Infeção, da Marinha, vão, nas próximas semanas, realizar 27 ações de sensibilização em 18 portos de pesca, dirigidas à comunidade piscatória. Nestas sessões serão abordados temas como usar corretamente o equipamento de proteção e fazer a higienização a bordo.

GNR e Polícia Marítima à boleia de C130
Treze agentes da Polícia Marítima e 14 militares da GNR, que estavam em missão nas ilhas gregas de Lesbos e Samos, respetivamente, voltaram esta quinta-feira a Portugal à boleia de um avião C-130 da Força Aérea. Na véspera seguiram na mesma aeronave as rendições. Estavam, devido às restrições, com dificuldade em ter voos comerciais. Os da Polícia Marítima vão ficar 14 dias em casa de quarentena. Não foi possível apurar se na GNR se vai passar o mesmo. Nenhum terá sintomas.

Solidariedade com jovens
A Associação de Estudantes Africanos do Instituto Politécnico de Bragança e a Cáritas Diocesana local juntaram-se numa campanha nacional para ajudar jovens estrangeiros que enfrentam dificuldades devido às restrições da pandemia de Covid-19. Em causa estão estudantes que deixaram de receber transferências dos países de origem, como Angola, e que não têm bolsas de estudo.

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