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Correio da Manhã

Sociedade
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Vacina contra a Covid-19 dos 12 aos 15 anos só com aval médico, diz DGS

Direção-Geral da Saúde contraria António Costa, que se manifestou favorável à vacinação nesta faixa etária.
Vanessa Fidalgo 31 de Julho de 2021 às 01:30
Graça Freitas disse no final de julho que DGS prefere aguardar por mais dados científicos sobre a vacina universal em crianças FOTO: Lusa
A Comissão Técnica de Vacinação para a Covid-19 autorizou a imunização "prioritária" dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades associadas a maior risco de doença grave, mas não recomenda, para já, a vacinação universal nesta faixa etária, anunciou ontem a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. A diretriz contraria as declarações de António Costa, que esta semana anunciou estar "tudo preparado para se começar a vacinar jovens a partir dos 12 anos" e que a vacinação antes do arranque do ano letivo seria "uma garantia acrescida".

Mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) prefere aguardar por "mais dados científicos sobre a vacinação desta faixa etária", justificou Graça Freitas. Quanto às crianças com comorbilidades, a DGS já preparou "a lista de doenças crónicas", para que "o médico assistente possa fazer a referenciação para vacinação". O despacho da comissão reitera ainda "a importância de vacinar as pessoas de 16 ou mais anos de idade", o grupo etário em que, afirma Graça Freitas, "há mais infeções". Entretanto, ao contrário do continente e dos Açores, a Madeira vai avançar com a vacinação de jovens acima dos 12 anos.

A propósito dos mais jovens, o coordenador da ‘task force’ lembrou que a vacinação é uma responsabilidade de cada um. "É voluntário. Depois de vacinarmos toda a gente, ainda vai ficar uma percentagem muito grande de crianças por vacinar. E essas pessoas são suficientes para manter o vírus endémico na sociedade", alertou Gouveia e Melo.

"Ninguém vai escapar a este vírus"
"Todos nós vamos ser vacinados de alguma forma: ou da forma natural, que é através do vírus, ou pela vacina, que é segura, é estável e é controlável", disse o vice-almirante Gouveia e Melo, deixando um aviso aos portugueses: "Ninguém vai escapar a este vírus. É muito contagioso. Não há maneira de nos refugiarmos."
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