Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
1

Veículos submersos em Mirandela devido à subida do rio Tua

Segundo a Proteção Civil, até às 20h00 deverá verificar-se um agravamento do estado do tempo.
Lusa 20 de Dezembro de 2019 às 17:52
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
Chuva
A subida das águas do rio Tua submergiu esta sexta-feira duas viaturas na zona ribeirinha de Mirandela, obrigando à retirada de outros 11 veículos que estavam num parque de estacionamento, disse esta sexta-feira fonte dos bombeiros locais.

Segundo fonte dos bombeiros de Mirandela, no distrito de Bragança, a subida do caudal do rio, que galgou as margens esta madrugada, provocou estragos em duas viaturas, que acabaram por ficar submersas.

A presidente da câmara de Mirandela, Júlia Rodrigues, avançou que o nível das águas do rio Tua estava já "a baixar" pelas 15h30.

"Registamos um abaixamento no caudal do rio de cerca de 120 centímetros, depois de o rio ter galgado as margens, junto à zona ribeirinha da cidade, durante a madrugada. A situação tende a normalizar, caso as condições climatéricas não se agravem", disse a autarca.

Segundo fonte do GNR, no concelho de Bragança há estradas cortadas como a municipal 541, que liga Coelhoso a Argeselo (Vimioso), e a municipal que liga Freira a Sanseriz.

Já no concelho de Torre de Moncorvo, regista-se o corte da Estrada Municipal 662, que liga o Itinerário Principal 2 (IP2) à aldeia da Foz do Sabor.

De acordo com o CDOS, todos os concelhos de distrito de Bragança foram afetados pelo mau tempo e, entre as 00:00 e as 14:00, registaram-se 168 ocorrências, sobretudo em Bragança, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Mirandela.

"Inundações em habitações e estabelecimentos comerciais, limpezas de vias, quedas de árvores e movimentos de terras" são as principais ocorrências, especificou o segundo comandante de Operações e Socorro de Bragança, Rómulo Pinto.

Há ainda inundações registadas na praia fluvial da Foz do Sabor, em Torre de Moncorvo, com o registo de "prejuízos avultados", a que se junta a perda de culturas no Vale da Vilariça.

A passagem da depressão Elsa, em deslocação de norte para sul, provocou em Portugal dois mortos, um desaparecido e deixou perto de 80 pessoas desalojadas, registando-se entre quarta-feira e as 12h00 desta sexta-feira cerca de 7.000 ocorrências, na sua maioria inundações e quedas de árvore.

Num balanço feito ao início da tarde, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) referiu que os distritos mais afetados são Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Braga e Lisboa.

Segundo a Proteção Civil, até às 20h00 deverá verificar-se um agravamento do estado do tempo, sendo depois expectável que a situação comece a estabilizar.

O mau tempo provocou também danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem esta sexta-feira sob aviso laranja (o segundo mais grave) 12 distritos de Portugal continental e a costa norte da Madeira devido sobretudo à agitação marítima. Leiria, Santarém e Portalegre estão sob aviso laranja também devido às previsões de precipitação forte durante a tarde.

O IPMA alertou para os efeitos de uma nova depressão, denominada Fabien, que atingirá Portugal no sábado, em especial o Norte e o Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 120 km/hora nas terras altas.

Segundo o IPMA, os efeitos da depressão Fabien não deverão ter em Portugal continental a mesma intensidade do que os da tempestade Elsa, prevendo-se uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

Ver comentários