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Correio da Manhã

Tecnologia

Agência lituana alerta sobre uso de 'smartphones' de origem chinesa

Centro de Cibersegurança disse ter encontrado quatro grandes riscos de cibersegurança em aparelhos da Huawei e Xiaomi.
Lusa 22 de Setembro de 2021 às 16:01
Huawei
Huawei FOTO: Reuters
Peritos em cibersegurança da Lituânia exortaram esta quarta-feira as agências governamentais do país a rejeitaram o uso de 'smartphones' de origem chinesa após uma investigação ter garantido que foram detetadas vulnerabilidades na segurança dos aparelhos.

O Centro de Cibersegurança nacional da Lituânia disse ter encontrado quatro grandes riscos de cibersegurança em aparelhos da Huawei e Xiaomi, incluindo duas relacionadas com 'apps' pré-instaladas e uma envolvendo fugas de dados pessoais, e avisou contra o uso destas duas marcas.

O centro também avisou sobre o risco de possíveis restrições na liberdade de expressão com os 'smartphones' da Xiaomi, com as 'apps' a terem possibilidade de receberem uma lista de palavras e frases censuradas e capacidade para as bloquear.

As frases incluem "Free Tibet," "Voice of America," "Democratic Movement" and "Long Live Taiwan Independence", com o Centro a indicar que esta função de bloqueio pode ser ativada em qualquer momento, indica a agência noticiosa Associated Press (AP).

Um porta-voz da Huawei na Lituânia negou as alegações, enquanto a Xiaomi recusou qualquer comentário.

O Centro de cibersegurança, uma agência do ministério da Defesa, também investigou os telefones da OnePlus, outra empresa chinesa, mas disse não ter encontrado problemas.

Este anúncio surge num momento de crescentes tensões entre a Lituânia e a China.

No início de setembro, a Lituânia convocou o seu embaixador na China após a decisão do país báltico em julho de permitir que Taiwan abrisse uma delegação na sua capital com o seu nome. Em agosto, a China chamou o seu representante diplomático na Lituânia e pediu a Vilnius para "retificar imediatamente uma decisão errada".

A China considera Taiwan parte integrante do seu território e considera que não possui o estatuto de reconhecimento diplomático, apesar de a ilha manter relações formais com importantes países através de delegações comerciais, incluindo os Estados Unidos e Japão. A pressão da China reduziu apenas para 15 as relações diplomáticas formais de Taiwan.

Em julho, Taiwan e a Lituânia concordaram que a delegação na capital, Vilnius, com abertura prevista para outono, utilizará a designação de Taiwan e não de Taipé Chinesa, um termo usado em outros países para não ofender Pequim. Esta quarta-feira, a Lituânia anunciou o envio para Taiwan de outras 236.000 doses de vacinas anti-covid.

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