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Portugueses falham na higiene

Cerca de um quarto da população portuguesa não lava as mãos antes de comer e depois de ir à casa-de-banho ou de contactar com animais. As conclusões são de estudo internacional apresentado esta quarta-feira, em Lisboa, no âmbito da Campanha Nacional de Sensibilização para os Cuidados Básicos de Higiene, promovida pela Direcção-Geral de Saúde e pelo Instituto Egas Moniz.
7 de Novembro de 2007 às 15:07
Cerca de um quarto dos portugueses tem fracos cuidados de higiene
Cerca de um quarto dos portugueses tem fracos cuidados de higiene FOTO: d.r.
O estudo patrocinado pela Hygiene Council, uma instituição internacional constituída por peritos nos domínios da microbiologia, virologia, doenças infecto-contagiosas, imunologia e saúde pública, realizado em 11 países, concluiu que um quarto dos portugueses “não lava as mãos quando contacta com animais, antes das refeições e depois de ir à casa-de-banho”, sendo que 45 por cento dos portugueses admite também falhar essa medida de higiene sempre que espirra ou tosse.
Apesar do estudo revelar que os interruptores, auscultadores de telefone ou comandos de televisão são os locais onde se concentram maiores quantidades de germes, cerca de 38 por cento dos portugueses continua a acreditar que os locais mais contaminados são a sanita e/ou a roupa suja.
O objectivo da campanha promovida pela Direcção-Geral de Saúde e pelo Instituto Egas Moniz é sensibilizar os portugueses para hábitos rotineiros de higiene. Para tal, serão distribuídos materiais didácticos em mais de 200 escolas de todo o país, visando as crianças entre os seis e os oito anos de idade.
A Alemanha, com 62 por cento, e o Reino Unido, com 53 por cento, são os países que ocupam o topo da tabela dos que têm menos cuidados de higiene. Os cidadãos destes países “confessam que nunca lavaram as mãos em qualquer circunstância (tossir, espirrar, comer, depois de ir à casa de banho)”.
As instituições que promoveram o estudo reforçam que a higiene pessoal é muito importante, já que “a lavagem das mãos reduz a incidência de infecções até 59 por cento, reduz o risco de infecções respiratórias até 16 por cento e poderá reduzir o absentismo relacionado com doenças de crianças na escola até 49 por cento”.
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