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Correio da Manhã

Tecnologia
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Simulador de sismos testado numa escola

O delegado municipal da Protecção Civil das Caldas da Rainha, José António Sousa, inventou um simulador de sismos que pode recriar o que é sentir um tremor de terra com a magnitude 8,0 na escala de Richter. Por coincidência – a data estava marcada há algum tempo –, o aparelho foi testado ontem, no dia seguinte ao tremor de terra que abalou o Centro e Sul de Portugal.
14 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
Os alunos da Secundária Raul Proença experimentaram o aparelho que simula sismos até ao grau 8
A experiência foi feita na Escola Secundária Raul Proença e o aparelho servirá para sessões de esclarecimento para a comunidade escolar sobre que procedimentos adoptar antes, durante e após a ocorrência de um sismo.
O material utilizado é simples. “Trata-se de uma estrutura metálica com uma cobertura em madeira, forrada com uma alcatifa. Na base tem uma placa vibradora de massas de cimento que provoca a sensação de um sismo”, explicou José António Sousa ao CM.
Para conceber o invento, único em Portugal, o delegado municipal demorou uma semana e contou com a ajuda de funcionários da Câmara das Caldas da Rainha.
“Gastámos cerca de dois mil euros e fizemos esta engenhoca. Aproveitámos estrados de palcos que já não eram utilizados e montámos duas bases, com 3mx1,90m, assentes no chão com apoios em borracha para atenuar a sensação que as pessoas sentem ao ligar-se o motor a uma corrente eléctrica de 220 volts”, contou o inventor.
A eficácia é proporcional ao peso que estiver em cima dos estrados, onde são colocadas cadeiras e mesas com molas. “Vamos medir com maior precisão com um sismógrafo, mas o equipamento simula um sismo de grau 8. Até 200 quilos em cima vai para grau 6, a partir daí vai baixando”, afirmou o responsável.
Segundo José António Sousa, antes da sua máquina simuladora a prevenção anti-sísmica nas escolas era feita apenas por meio da apresentação de filmes com vídeo projector.
ALGARVE À ESPERA DE ESTUDO
A conclusão do Estudo de Risco Sísmico do Algarve, prevista para 2009, permitirá aumentar a eficácia do Plano Distrital de Emergência da região, admitiu ontem ao CM fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC). Segundo a mesma fonte, o distrito de Faro está dotado de 16 planos municipais e um plano distrital de emergência, que têm inventariados os maiores riscos e vulnerabilidades da região e integram vertentes específicas para situações como a de ocorrência de sismo. “O plano que existe é o que é possível ter. Com a conclusão desse estudo poderemos melhorar os conhecimentos e os planos já existentes”, garantiu a fonte do SNBPC.
O Estudo de Risco Sísmico do Algarve fora lançado em 2001, estando prevista a atribuição de um milhão de euros para a sua concretização, verba que não chegou a ser desbloqueada. Em Março de 2006, o ministro da Administração Interna, António Costa, retomou o processo que integra o Estudo de Alerta de Tsunami na região.
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