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Dono da Global Media apoia censura em Macau

Empresário que detém em Portugal parte do ‘DN’, ‘JN’ e TSF está contra vigília que recorda massacre de Tiananmen e contra incitamento ao fim da ditadura do partido único na China.
Duarte Faria 5 de Junho de 2021 às 09:20
Kevin Ho é acionista da Global Media desde 2017. Detém cerca de 35% da empresa de comunicação social portuguesa
Kevin Ho é acionista da Global Media desde 2017. Detém cerca de 35% da empresa de comunicação social portuguesa FOTO: Direitos Reservados
O empresário macaense Kevin Ho, que detém 35% da Global Media (dona do ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal de Notícias’ e TSF, e outros títulos), apoiou a recusa, por parte das autoridades, da realização da vigília desta sexta-feira em Macau, marcada para recordar o massacre de Tiananmen. Segundo o jornal ‘Ou Mun’, Ho lembrou que em iniciativas anteriores foram divulgadas mensagens como ‘Acabar com a ditadura de partido único’, o que pode levar à incitação da subversão do poder do Estado chinês, violando a lei da segurança nacional em vigor.

“A divulgação destes assuntos de forma consecutiva pode influenciar as opiniões dos residentes, além de ter um impacto na reputação da governação do país ou do partido”, disse Kevin Ho, referindo-se ao Partido Comunista Chinês (PCC). E acrescentou que as autoridades de Macau devem assumir uma postura “mais séria” na hora de lidar com este tipo de assuntos.

Kevin Ho faz parte da estrutura acionista da Global Media desde 2017, através da KNJ (Investment), e integra o conselho de administração da empresa.

Esta posição de Kevin Ho é conhecida na mesma semana em que as diretoras do ‘DN’, Rosália Amorim, e ‘JN’, Inês Cardoso, renunciam ao cargo de administradoras não executivas da Global Media após os Conselhos de Redação das várias marcas do grupo terem alertado para interferências editoriais “ilegítimas” por parte da administração liderada por Marco Galinha, do Grupo Bel.
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