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Facebook acusado de não vigiar fake news

Mark Zuckerberg terá recusado pedido para vigiar desinformação sobre a Covid-19.
Sónia Dias 22 de Julho de 2021 às 08:27
Mark Zuckerberg é o fundador do Facebook
Mark Zuckerberg é o fundador do Facebook FOTO: KEVIN LAMARQUE/reuters
O clima de tensão entre o Facebook e a Casa Branca adensa-se. Sabe-se agora que, no início da pandemia, um grupo de cientistas de dados que trabalhava para a gigante tecnológica pediu ajuda à administração liderada por Mark Zuckerberg para vigiar as ‘fake news’ (notícias falsas) sobre a Covid-19 na rede social. Mas segundo avançou o ‘The New York Times’, a empresa terá ignorado esse pedido.

De acordo com uma investigação levada a cabo pelo jornal norte-americano, que falou com duas pessoas que estiveram presentes nessa reunião, foi pedido à administração mais pessoas para trabalhar no projeto, uma vez que se tratava de um problema que estava a tornar-se cada vez mais complexo. Contudo, o pedido acabou por ser negado e, de acordo com os intervenientes, nenhuma justificação foi dada até hoje.

Um ano depois, esta notícia cai como uma bomba numa altura em que a gigante da internet está a ser pressionada pela administração de Joe Biden para entregar dados que expliquem como é que as informações antivacina se espalharam na rede social. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos acusou a empresa de Zuckerberg de estar a esconder informação e afirmou ontem, clarificando as declarações que fez anteriormente sobre o Facebook, que é a desinformação que está a “matar pessoas” e não a empresa propriamente dita.

A rede social diz que não pode ser responsabilizada pelas falhas do governo norte-americano no processo de vacinação.


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