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Global Media regista perdas de 17,7 milhões de euros

Dona do ‘Diário de Notícias’, do ‘Jornal de Notícias’ e da TSF foi a que apresentou piores resultados líquidos.
Sónia Dias 22 de Setembro de 2021 às 08:49
Edifício da Global Media, em Lisboa, empresa que detém títulos como o ‘DN’, o ‘JN’ e a TSF
Edifício da Global Media, em Lisboa, empresa que detém títulos como o ‘DN’, o ‘JN’ e a TSF FOTO: Vitor Mota
Entre os vários grupos de comunicação social de referência em Portugal que não são cotados em Bolsa foram poucos aqueles que não registaram perdas em 2020. No caso da Global Media, que detém o ‘Jornal de Notícias’, ‘Diário de Notícias’ e TSF, as perdas agravaram-se de forma significativa, com a empresa a registar prejuízos de 17,7 milhões de euros, de acordo com o Portal da Transparência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Em 2019, o grupo presidido por Marco Galinha obteve prejuízos de 7,6 milhões de euros.

Em segundo lugar no ranking das maiores perdas está a Renascença. Pela primeira vez, a dona da Rádio Renascença, RFM e Mega Hits apresentou resultados líquidos negativos: 2,9 milhões de euros. Já o ‘Público’ continua a dar prejuízo. Em 2019 perdeu 3,3 milhões. Em 2020, o prejuízo foi de 2,6 milhões de euros. O mesmo aconteceu com o ‘Observador’, que passou de prejuízos de 1,3 milhões (2019) para 767 mil euros; o ECO, que registou perdas de 656 mil (847 mil em 2019) e a Newsplex, dona do ‘Inevitável’ e do ‘Nascer do Sol’, que perdeu 103 mil euros (410 mil em 2019).

A Lusa não teve prejuízo, mas viu os lucros encolherem para 76 mil euros (em 2019 ganhou 655 mil euros). Também a Trust in News, dona da ‘Visão’, lucrou 10 mil euros, menos seis mil que em 2019. O único grupo a aumentar os lucros foi a RTP. De 902 mil euros em 2019 passou para 3,08 milhões em 2020.

Das empresas cotadas em Bolsa, a Cofina teve lucros de 5,5 milhões e a Impresa de 11,2 milhões. Já a Media Capital registou perdas de 11,1 milhões.
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