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Correio da Manhã

Tv Media

PRESIDENTE DA MARKTEST RECOMENDA SISTEMA DE MEDIÇÃO

O sistema de medição de audiências está bom, recomenda-se e não tem problemas. Esta foi a garantia expressa ontem ao nosso jornal pelo presidente da Marktest (empresa que detém o único estudo de audiências existente no nosso país, Bareme), Luís Queirós. O responsável assistia ao seminário sobre O Futuro das Audiências que termina hoje no Centro Cultural de Belém.
7 de Novembro de 2002 às 00:04
O seminário – organizado pela Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) e pela Associação Portuguesa de Empresas de Estudos de Mercado e Opinião (APODEMO) – surge numa altura em que os canais nacionais dão como principal razão para a diminuição do consumo de TV a deficiente medição das audiências.

Segundo a Marktest, nos últimos dois anos o tempo médio de visionamento diminuiu mais de 15 minutos, que corresponde a uma quebra de cerca de 8 por cento. O problema agravou-se no último ano, em que no total TV (canais generalistas e cabo) a audiência média caiu 5,6 por cento. Os dados registados até 20 de Outubro, e comparados com o mesmo período em 2000 e 2001, provam que nos últimos dois anos "desapareceram" quase 100 mil espectadores, ou seja 7,9 por cento do total. E para os canais, o responsável é a audimetria.
No entanto, Luís Queirós defendeu que não está provada a relação da diminuição de consumo com o sistema de medição. “O consumo de televisão desce e aumenta porque as coisas evoluem”, disse.

O presidente da Marktest defendeu a necessidade de um estudo conjunto com os canais para encontrar a melhor forma de medir as audiências.
“Temos os sistemas de medição mais evoluídos e sofisticados do mundo e queremos continuar a ter. O sistema está bom, recomenda-se e não tem problemas”, afirmou. Porém, o responsável lembrou que é necessário o alargamento do painel.

Por seu lado, o director executivo da CAEM, José Freitas, disse que a audimetria pode ser lesada por publicamente se especular sobre uma deficiente medição de audiências. Essas “especulações e polémicas” deixam três preocupações: poderão contribuir para que “o painel deixe de ser confidencial”, há a possibilidade de “as pessoas deixarem de querer ter um audímetro em casa” e importa reflectir “até que ponto é que a polémica e as especulações não poderão alterar o comportamento das pessoas face ao objecto de estudo.
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