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Presidente da RTP a ‘prazo’ com salário limitado

Alberto da Ponte, o novo presidente da RTP, vai entrar em funções em breve, mas não deverá cumprir os três anos de mandato. A sua equipa terá a missão de finalizar o processo de reestruturação da empresa, que deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2013. A partir daí, e se avançar o cenário de concessão, o operador que ficar com a gestão do serviço público terá liberdade para escolher uma nova administração.

7 de Setembro de 2012 às 01:00
Alberto da Ponte liderou os destinos da Central de Cervejas durante oito anos. Agora chega à RTP para finalizar a reestruturação
Alberto da Ponte liderou os destinos da Central de Cervejas durante oito anos. Agora chega à RTP para finalizar a reestruturação FOTO: Pedro Zenkl

Até lá, o gestor vai ter uma remuneração de 6850,13 euros mensais, o que inclui já despesas de representação. Estes valores enquadram-se no Estatuto do Gestor Público, que limita o salário (sem despesas de representação) ao nível do vencimento do primeiro-ministro. Já os administradores Luiana Nunes e José Lopes de Araújo vão receber 5480 euros.

Alberto da Ponte falou sobre o novo cargo, afirmando que tem a "obrigação de assegurar um serviço público sempre melhor com um orçamento cada vez mais reduzido", mas confia que a sua "equipa de gestão e os trabalhadores da RTP saberão estar à altura" deste desafio.

DO CONSUMO PARA O SERVIÇO PÚBLICO

Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e detentor do curso superior de Finanças da Harvard Business School, Alberto da Ponte, de 60 anos, vai assumir a presidência da RTP, o seu primeiro cargo numa empresa pública. Casado e sem filhos, começou a carreira nos anos 70, como director de marca no universo de empresas que veio a tornar-se a parceria Unilever - Jerónimo Martins. Trabalhou na Bélgica, Espanha e Malásia e foi CEO da Cadbury Schweppes Portugal. Em 2004, assume a liderança da Sociedade Central de Cervejas, dona de marcas como a Sagres. Ficou aí até Abril deste ano, quando viajou para a Holanda para assumir funções na ‘Heineken Western Europe Region'.

ADMINISTRAÇÃO CESSANTE SAI SEM DIREITO A INDEMNIZAÇÃO

Guilherme Costa e José Araújo e Silva abandonam a empresa sem qualquer tipo de indemnização, já que foram estes que apresentaram a sua demissão, apurou o CM junto de fonte do gabinete do ministro da tutela. Estes vão continuar a liderar a empresa até à entrada em funções da nova administração, o que deve suceder em breve.

Actualmente, Guilherme Costa auferia 15 270 euros mensais, já que tinha pedido um regime de excepção aos salários definidos no Estatuto de Gestor Público, o que foi concedido pelo Governo. O mesmo se aplicava a José Araújo e Silva, vogal da anterior administração, que levava para casa 12 859 euros por mês.

 

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