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Semana negra para empresa de Zuckerberg

Vice-presidente do Facebook culpa “segurança” das redes sociais pelo apagão mundial. Telegram passou de 56º para 5º lugar nas aplicações mais procuradas.
Vanessa Fidalgo 7 de Outubro de 2021 às 08:37
Mark Zuckerberg
Reunião decorreu em Lisboa
Mark Zuckerberg
Reunião decorreu em Lisboa
Mark Zuckerberg
Reunião decorreu em Lisboa
Segundo o vice-presidente de Infraestruturas do Facebook, Santosh Janardhan, “os esforços feitos ao longo dos últimos anos para proteger os sistemas de possíveis ataques externos” foram uma das causas da demora na resolução do ‘apagão’ de seis horas nas redes sociais da empresa, na última segunda-feira.

“Acredito que se o preço a pagar por uma maior segurança do sistema no dia a dia é uma recuperação mais lenta dos serviços, vale a pena”, disse Santosh Janardhan no blogue da empresa, horas antes do cofundador da rede social, Mark Zuckerberg (que perdeu 5 mil milhões de € com o sucedido), ter pedido publicamente desculpas pela gigantesca falha. Não foi ainda apurado se o apagão pôs em causa a segurança dos dados dos utilizadores.

A interrupção de seis horas no funcionamento do Facebook e aplicações do grupo (Instagram, Messenger e WhatsApp) levou a concorrência, mais concretamente o serviço de mensagens Telegram, a receber um número recorde de novas adesões (mais de 70 milhões)- passou de 56º para 5º na lista das aplicações gratuitas mais descarregadas nos EUA.

Tudo isto acontece na mesma semana em que uma ex-funcionária do Facebook, France Haugen, foi ouvida pelo Senado norte-americano, perante o qual traçou um retrato impiedoso da empresa, afirmando que esta “esconde informações importantes do público e do governo: a segurança das crianças, a eficácia da sua inteligência artificial, e o seu papel na divulgação de mensagens divisórias e extremistas”.

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