Barra Cofina
Conteúdo exclusivo para Assinantes Se já é assinante faça LOGIN Assine Já

O verdadeiro peso da performance sexual numa relação

“Os homens focam-se na performance, sentem que têm de ser ótimos enquanto amantes e têm que dar prazer, e elas têm de ser sexy e sensuais” Marta Crawford, sexóloga, desmistifica as questões das “deusas” e “deuses” do amor.
8 de Junho de 2021 às 10:19
FOTO: Pexels

"Mais cedo ou mais tarde, em cada relação, o sexo tornar-se-á um tanto mediano, insatisfatório, e talvez até dececionante. Isto é um facto. E quando isso acontece, os casais sentem vergonha. Eles sentem que qualquer coisa errado com eles. Começam a culpar-se mutuamente, lendo livros de autoajuda, aconselhamento, ou abrem o seu casamento a mais parceiros sexuais. Por vezes, os casais têm a certeza de que o sexo medíocre é um sinal de que não devem estar juntos porque "perderam a faísca" ou não são assim tão compatíveis" escreve o terapeuta de casais Assael Romanelli, no site Psychologie Today, que defende que o "sexo medíocre" é melhor do que nenhum sexo, para efeitos de satisfação. Mas será mesmo assim?

Pelo menos uma das razões para que a chama se apague relaciona-se com o chamado "sexo de performance". Qual é o peso da performance sexual numa relação? Até que ponto criar uma persona, na cama, é uma boa ideia? Entre nenhum e sexo pouco satisfatório, qual é mais compensatório? Será que não é a pornografia que distorce a nossa ideia de sexualidade e intimidade? "Há muitas pessoas que têm uma ideia performativa [do sexo]. Por vezes, no início de um relacionamento, as pessoas estão demasiado preocupadas com a performance, pensam que têm de ser atores eróticos, deuses e deusas sexuais, que querem mostrar que são muito bons na cama", começa por explicar Marta Crawford, quando a questionamos sobre o papel do desempenho sexual numa relação amorosa. "Como se o único ingrediente que serve para as pessoas se relacionarem ou terem um compromisso seja esse. Por um lado, numa relação ocasional, as pessoas estão muito mais despreocupadas com o facto de terem que ter uma performance excelente, nos Tinders da vida. As pessoas marcam encontro e esse encontro é o primeiro, pode correr bem ou não, se correr, repetem. A preocupação em ter uma grande performance ou dar prazer ao outro, tendencialmente não existe. Porque a pessoa está despreocupada. A não ser que tenha estado a promover essa performance através da escrita, e queira corresponder ao que diz", afirma a sexóloga.

"Mais do que dar prazer ao outro, numa relação ocasional a pessoa não vai tanto à procura da satisfação do outro, mas satisfazer-se a si próprio/a. Numa relação que tem algum compromisso, ou se sentem atraídas, querem dar o melhor de si. A ideia do que é um bom desempenho também difere de pessoa para pessoa."

Exclusivos

Assinatura Digital

Acesso sem limites em todos os dispositivos Assinatura válida na APP Correio da Manhã Newsletters exclusivas E-paper antecipado no Quiosque Ofertas e descontos do Clube CM+
Assine já! 1€ no 1º mês
Relacionadas
Notícias Recomendadas