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O que deve saber para combater a nova variante da Covid-19

Ricardo Mexia, médico de saúde pública e epidemiologista, explica quais os aspectos mais preocupantes em relação às novas mutações do vírus, e como Portugal está a sofrer com o seu aparecimento. Saiba também a que sintomas estar atento/a.
Por Rita Avelar/Máxima 18 de Janeiro de 2021 às 08:56
O que deve saber para combater a nova variante da Covid-19
O que deve saber para combater a nova variante da Covid-19 FOTO: Unsplash

No final do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu estar a estudar variantes do novo coronavírus encontradas na Grã-Bretanha e na África do Sul. Numa conferência que aconteceu em dezembro do ano passado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a associação sempre trabalhou com cientistas para compreender como estas alterações genéticas afetam a forma como o vírus se comporta. "Os vírus mudam com o tempo; isso é natural e esperado. Quanto mais permitirmos a sua propagação, mais oportunidades têm de mudar" explicou, na altura, reforçando também a importância dos Governos tomarem medidas preventivas neste sentido.

Em Portugal, assistimos nos últimos dias a números de infectados elevados, que chegam aos 10 mil casos, e as mortes que ultrapassam uma centena, diariamente. Ricardo Mexia, médico de saúde pública e epidemiologista, explica que a comunidade médica está atenta às mutações desde o início do aparecimento do novo coronavírus. "Desde o início que foi importante nós acompanharmos a evolução da situação e em particular aquilo que diz respeito às novas mutações. Isto porque elas podem ter múltiplos impactos: podem ter impactos na severidade da doença e na transmissibilidade da doença, e portanto eu diria que estas são as duas características que mais nos preocupam."

Quanto à nova mutação identificada como proveniente da Grã-Bertanha, o médico não esconde que é um alerta a não descurar. "Até ver, as características que tem da mutação que teremos importado do Reino Unido apontam no sentido de ser mais transmissível. Provavelmente, o aumento da transmissibilidade é até uma situação mais preocupante do que o aumento da severidade. Porquê? Porque se nós tivermos um aumento muito importante do número de casos, mesmo que mantenhamos aquilo que é a severidade, com o aumento do volume teremos muito mais mortalidade, que é o que estamos a assistir agora. Quanto temos estes dez mil casos – sabemos que a letalidade andará em torno do 1 ou 2%, e portanto, uma parte desses casos terá infelizmente um desfecho negativo" explica.

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