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Amor em tempos de pandemia

Um bebé inesperado, encontros e desencontros no Tinder, um pedido de casamento e um romance que cruza o Atlântico. Histórias para chorar ou rir, mas sempre de alegria.
Por Rita Silva Avelar 19 de Fevereiro de 2021 às 18:03
FOTO: Unsplash

Quando tudo isto começou - isto, entenda-se uma pandemia que paralisou o mundo e nos fez repensar a vida, da saúde ao amor - o jornal The Sunday Times publicou um texto em que a jornalista escrevia que das pandemias nasciam sempre duas coisas: (muitos) divórcios e (muitos) bebés. Mas a verdade é que não podemos resumir as consequências da covid-19 a estes dois indicadores, falando de relacionamentos, claro. De tempos difíceis também nascem paixões assolapadas, famílias e lições para a vida, como provam as cinco histórias de amor e desamor que se seguem.

De facto, Amor em tempos de pandemia (uma alusão ao romance de Gabriel García Márquez) podia ser o título de uma série da Netflix sobre as relações no último ano. Pelo menos para Maria, 28 anos, que partilha com humor os encontros (e desencontros) no Tinder que atravessaram a sua vida nos últimos meses, e que a puseram em situações tão hilariantes quanto constrangedoras - com direito a alguns corações partidos (o seu incluído). "Instalei o Tinder em outubro, em novembro tive o meu primeiro 'Tinder Date'. Ele levou-me a jantar ao Ramiro. Tudo em grande, vinho e marisco, tivemos uma química incrível. Vivemos uma semana muito feliz e depois ele disse-me que ainda pensava na ex-namorada e não se sentia confortável em estar comigo". A conversa do costume, portanto, conta-me Maria com sinais de alguma impaciência, já que esta não foi a primeira vez que o argumento lhe foi atirado em jeito de desculpa. (Homens, really? É o clássico és-demasiado-para-mim-não-estou-preparado, não querendo tomar partidos como ouvinte da história).

"Dei umas semanas para a coisa arrefecer em mim, e depois do Natal, em janeiro, voltei ao Tinder" continua. "Tive dois dates. O primeiro correu bem, conversámos umas horas dentro do carro. No dia seguinte fui jantar com um segundo date ao meu restaurante preferido." Entretanto, o primeiro enviou-lhe uma mensagem. "Como eu só respondi às 23h, quando cheguei a casa, ele atirou-me: 'então, como foi o teu date?'" conta, entre risos, e a pensar: "Como assim, como foi o meu date? Como é que ele sabe? Será que veio aqui a casa, e que me viu chegar?" alarmou-se, a julgar que estava perante um stalker da pior espécie. "Não, só somou um mais um. Disse-me: 'Estás sempre online, hoje não estavas e respondes-me às 23h, hora de fim de date que não foi nada de especial" conta, em jeito de long story short. "Demorámos umas semanas a voltar a estar juntos, mas voltámos."Entretanto, parte da sua casa entrou em obras - o rapaz perspicaz perguntou-lhe se queria ficar com ele durante uns dias, desafiando-a a escrever um requerimento formal para aprovação e a Maria enviou-lhe um divertido "pedido de asilo temporário" (entenda-se aqui a cumplicidade já alcançada entre os dois). Contas feitas, quando uma amiga lhe pergunta quantos corações já partiu nesta pandemia confessa que "pelo menos dois, além do meu."

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