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Histórias de infidelidade em tempos de Covid-19

Na vida em casal, a convivência permanente pode ocasionar uma série de intempéries, à partida nada que não se resolva ou assim garantem os especialistas. O problema é quando o tal infortúnio veste o nome de infidelidade. Como lidar como uma traição que tem de ser gerida entre as quatro paredes de uma casa, e sem qualquer tipo de escape?
Por Pureza Fleming/MÁXIMA 20 de Novembro de 2020 às 08:36
Match Point (2005)
Match Point (2005) FOTO: IMDB

Muito se tem escrito acerca das possibilidades de divórcio que o confinamento social provocado pela Covid-19 poderia causar. Em tempo algum da história da humanidade o mundo resolveu decretar que não saíssemos das nossas casas, a não ser que tivéssemos de ir ao supermercado ou à farmácia em busca do básico dos básicos. E que pelas nossas casas permanecêssemos em coabitação com os nossos, enclausurados entre as quatro paredes claustrofóbicas que definem uma casa, sem qualquer hipótese de fuga. Dúvidas houvesse, o programa de televisão Big Brother (com todos os seus ínvios contornos que para aqui não são chamados) apressava-nos a confirmar: o convívio humano, 24 sobre 24 horas, pode trazer à superfície o pior de cada um. E tal situação pode ser bem negra e desesperante. Referimo-nos às situações de infidelidade.

Reforço: às situações de infidelidade que são flagradas ou antes do confinamento social e que já se encontram em processo de separação – interrompidas, entretanto, por motivos da Covid-19 – ou, ainda pior, àquelas situações de infidelidade que são descobertas em pleno período de confinamento e que, portanto, não oferecem qualquer hipótese de debandada, seja física, seja emocional, à pessoa que foi ferida e magoada. Ou seja, à vítima da infidelidade. Fica-se, assim, perante um caso de infidelidade que tem de ser aceite e (di)gerido nas tais quatro paredes que delimitam uma casa. Parecendo difícil, não é, de facto, nada fácil.

E tal é confirmado à Máxima por Madalena R. numa conversa mantida por Skype a propósito deste tema. "Tudo o que me aconteceu é tão recente e brutal que, confesso, não sei por onde hei de começar a falar-lhe…", expressou. E começou por onde se deve, ou seja, pelo início: como conheceu Jaime, o homem que viria a ser o seu companheiro, como se apaixonaram e como se tornaram um casal em que ela era mais velha do que ele – o que, à partida, não representaria problema algum. "A relação começou bem connosco, mas mal com a família dele por eu ser mais velha – sabe como é, os homens podem andar com mulheres muito mais novas, mas as mulheres não podem [andar com homens mais novos] – e também mal com a minha família, sobretudo com a minha irmã, que é terrível e que nunca, mas nunca, acreditou que ‘aquilo’ entre nós fosse para durar devido à diferença de idades. Tudo preconceitos. Mas durou quase cinco anos." 

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