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Disfunção erétil é sinal de risco

Estudos recentes estabelecem uma relação direta entre problema sexual e doenças cardiovasculares.
25 de Maio de 2014 às 08:01
Muitos dos doentes não procuram ajuda médica especializada por vergonha ou inibição
Muitos dos doentes não procuram ajuda médica especializada por vergonha ou inibição FOTO: Getty Images

Treze por cento dos homens portugueses sofrem de disfunção erétil, ou seja, a incapacidade persistente de conseguir ou manter uma ereção do pénis que permita uma atividade sexual satisfatória. Graças aos avanços da medicina, hoje é possível afirmar, com algum grau de certeza, que existe uma relação entre a disfunção erétil e as doenças cardiovasculares.

"Estudos recentes vieram colocar a hipótese destas doenças terem uma génese comum, a disfunção endotelial, que consiste numa alteração da função da camada mais interna dos vasos sanguíneos", explica Fábio Almeida, urologista da Imagem Médica da Lapa, no Porto. Ora, "como o pénis é essencialmente constituído por vasos sanguíneos e músculo liso, qualquer alteração no funcionamento dos vasos sanguíneos vai igualmente prejudicar a sua função sexual", acrescenta.

Assim, a incapacidade de conseguir uma ereção pode ser um sinal de alarme. "Um dos primeiros sinais de uma doença cardiovascular (cardíaca ou neurológica) pode ser mesmo a disfunção erétil. Nos doentes com doença cardiovascular ‘oculta', a disfunção erétil pode preceder um enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral entre dois a cinco anos. Pode ser considerado um sinal de alerta para uma avaliação global e preventiva do aparelho cardiovascular", sublinha o especialista.

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