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Um em cada mil bebés sofre de pé boto

Patologia manifesta-se na infância e afeta sobretudo bebés do sexo masculino e os primeiros filhos.
Por Francisca Genésio e Tatiana Santana 30 de Dezembro de 2017 às 06:00
Causas da doença não estão apuradas mas há influência genética
Míriam tem sete anos e é natural do Cacém (Sintra). Tem espinha bífida e foi para os Estados Unidos para ser submetida a cirurgias. O último procedimento correu mal e foi-lhe amputada a perna
Procedimento  cirúrgico é a última opção para tratar a doença. Ou seja, segundo os especialistas, só é opção após 5 a 7 gessos nos quais não sejam observados resultados.
Causas da doença não estão apuradas mas há influência genética
Míriam tem sete anos e é natural do Cacém (Sintra). Tem espinha bífida e foi para os Estados Unidos para ser submetida a cirurgias. O último procedimento correu mal e foi-lhe amputada a perna
Procedimento  cirúrgico é a última opção para tratar a doença. Ou seja, segundo os especialistas, só é opção após 5 a 7 gessos nos quais não sejam observados resultados.
Causas da doença não estão apuradas mas há influência genética
Míriam tem sete anos e é natural do Cacém (Sintra). Tem espinha bífida e foi para os Estados Unidos para ser submetida a cirurgias. O último procedimento correu mal e foi-lhe amputada a perna
Procedimento  cirúrgico é a última opção para tratar a doença. Ou seja, segundo os especialistas, só é opção após 5 a 7 gessos nos quais não sejam observados resultados.
Um em cada mil bebés nasce com uma deformidade congénita complexa denominada pé boto, "o que significa, literalmente, pé torto", explica Frederico José Teixeira, médico ortopedista no Hospital Curry Cabral, Lisboa.

Esta é uma doença que afeta sobretudo o sexo masculino e os primeiros filhos e, em 50% dos casos, é bilateral, ou seja, afeta os dois pés. O pé boto designa inúmeras anomalias no pé (equino, varo, aduto, supinado). O tipo mais habitual é o pé boto ‘equino’, "no qual o pé está virado para baixo, como se fosse um prolongamento da estrutura da perna". Quando o pé apresenta a parte da frente desviada para o interior e, com alguma frequência, uma exagerada curvatura plantar, os especialistas chamam de ‘pé varo’. Há ainda outro tipo de anomalia, o pé aduto - quando a parte interior do pé, incluindo os dedos, estão virados para dentro. Já o ‘pé supinado’ tem uma ligação praticamente inexistente entre dedos e calcanhar. Este tipo de pé ataca o solo pelo calcanhar exterior, mas não consegue rodar o suficiente, pelo que não distribui os impactos de forma adequada.

A origem da doença não está identificada, mas os especialistas desconfiam que a causa seja "multifatorial, com importante influência genética". "Há também uma associação com síndromes polimalformativos, como a espinha bífida, mas não se sabe ao certo qual será", explica.

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